quinta-feira, 12 de julho de 2007

Sensação de dever cumprido


Ricardo Reis (à esquerda, na foto), motorista, projecionista e montador, também se despediu do circuito em Nova Mamoré (RO), na última segunda-feira (09/7). A sensação de dever cumprido é o que vai ficar em sua memória, mas ele também lembra com carinho da receptividade das pessoas nas diferentes cidades por onde passou. “Foi uma forma de me enriquecer como pessoa”, afirma.

O que fica com o encerramento da sua participação no circuito?
A sensação de dever cumprido. Além disso, a gente aprende com os outros, enriquece a capacidade técnica, e aprende a trabalhar o espírito de equipe. Fica todo mundo unido, capaz de confiar plenamente no outro, principalmente pela convivência com outras pessoas. Em cada lugar estou deixando novos amigos.

O que mais chamou a atenção nas cidades por onde passou?
A atenção das pessoas ao ver o circuito chegar. É tudo novidade, muita gente nunca viu uma tela grande de cinema. Eles pedem para subir no caminhão, para conhecer a sala de projeção e ver os equipamentos. Os mais velhos, que já tiveram contato com o cinema, querem saber como funciona, pedem explicações. Outros ajudam na montagem.

Conte um “causo” interessante que você presenciou durante o percurso.
Foi em Paulo Lopes (SC), durante a exibição de um dos vídeos, que tem uma história trágica (o documentário "As Gêmeas de Paulo Lopes"). Uma senhora virou para mim e perguntou se iria acontecer alguma coisa boa com aquelas pessoas, ou se o vídeo iria terminar em massacre.


Foto: Jaqueline Félix/Imagens do Povo

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